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Tudo sobre as Corujas

As corujas despertam sentimentos distintos nas pessoas: para algumas é sinal de azar, para outras, sorte. Tanto misticismo tem história. Há registros de corujas em pinturas rupestres na França que datam de 15 a 20 mil anos, além de terem sido retratadas em hieróglifos egípcios.

Encontradas praticamente em todos os lugares do mundo, os hábitos noturnos, o som funesto, a morfologia e suas habilidades de caça ajudaram a criar os mitos, lendas e folclores a seu respeito. Em contrapartida, na Índia, alguns povos usam a carne das corujas para curar dores reumáticas e suas penas são aplicadas nos travesseiros para acalmar crianças inquietas; na Grécia, representavam um símbolo de sabedoria; e, no Brasil, alguns indígenas viam as corujas como aves sagradas.

Há registro de 126 espécies (das quais 18 no Brasil), dessas aves de rapina, tímidas, solitárias, discretas e de voo silencioso – graças ao formato e à textura de suas penas –, e bastante ágeis, principalmente à noite. Suas orelhas não são visíveis, porém sua capacidade de audição é muito aguçada, melhor do que a de outras aves. Os olhos são olhos bem grandes, rodeados por um disco de penas, voltados para frente e com visão binocular (como o ser humano). Uma curiosidade sobre as corujas é que elas quase não enxergam perto, mas, em distâncias maiores, sua visão é excelente, sobretudo com pouca luz. Quando está em situações de perigo, sua cabeça gira até 180 graus e pode ser projetada para cima.

No nordeste da China e no extremo leste da Rússia vive uma das mais possantes corujas do globo. Com 75 cm de comprimento, pesando até 4,5 kg e com uma envergadura de 1,5 m, a bufo-pescadora-de-blakistoni (Bubo blakistoni) é a maior coruja do mundo. No Brasil, a maior coruja conhecida é o mocho orelhudo (sua altura pode passar de 50 cm) e a menor, o caboré, atinge até 17 cm de altura.

As corujas se alimentam de uma grande variedade de presas: insetos, roedores, pequenos mamíferos, peixes e outras aves. Costumam engolir suas presas inteiras para depois regurgitar o que não aproveitam, tais como penas e pedaços de ossos.

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