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Tudo de Aves: Bacurau

O bacurau é uma ave caprimulgiforme da família caprimulgidae. Conhecido ainda por outros nomes de origem indígena, como coriango-comum, ju-jau, mede-léguas, é uma ave de origem latino – americana, vivendo especialmente no Brasil e outros países da América do Sul. Mas é possível encontrá-la também em locais como México.

Trata-se de uma ave que gosta de locais tipicamente quentes. Eles medem cerca de 35 centímetros de altura,  não pesando mais do que 70 gramas. De plumagem de coloração castanho-avermelhada, com uma larga faixa branca nas asas. Como apresentam dimorfismo sexual, as fêmeas podem ser distinguidas aqui: as asas possuem faixas também  brancas, mas bem mais estreitas do que as dos machos. As retrizes laterais também são de coloração branca.

Os bacuraus possuem hábitos noturnos, caçam durante à noite, de bico aberto para que possa capturar mais habilmente suas presas. Visualizando a cena, pode-se imaginar um grande pássaro, mas na verdade, mesmo sendo de porte pequeno, é um hábil caçador, que vai comendo os insetos, lentamente, até que chega a manhã. Quando cantam, o som é alto e estridente.

Alimentam-se, portanto, de insetos encontrados na mata. Os bacuraus, quando não estão em voo, podem ser confundidos com os galhos das árvores, já que  usam a camuflagem como uma forma de proteção contra possíveis predadores  e ficam paralisados sem que se ouça qualquer sinal de vida onde estiverem.  Por essa razão, o bacurau somente é visto durante o dia se for espantado.

Gostam de viver em locais abertos, onde há floresta, campos com árvores isoladas, capões de mata, podendo também ser encontrados em locais de reflorestamento.

Ao se reproduzirem colocam seus ovos em ninhos feitos diretamente no chão da mata. As fêmeas põem dois ovos apenas. De coloração amarelo-avermelhados ou manchados de marrom, são perfeitas camuflagens conta prováveis predadores. O mesmo acontece quando os filhotes nascem. Eles possuem uma coloração muito parecida com a do chão onde foram encubados. E tão logo eles aprendem a voar com seus progenitores, aprendem também a permanecerem imóveis diante da presença de qualquer sinal de vida. E, tanto para cuidar dos ovos, quanto para cuidar dos filhotes, macho e fêmea se revezam na tarefa.

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