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Rios do Mundo: O Rio Congo

O rio da África equatorial, com uma extensão de 4.700 km e o segundo maior rio africano em comprimento (o mais longo é o Nilo) e o primeiro em volume de águas, foi descoberto em 1843, pelo navegador português Diogo Cão. O rio recebe o nome do antigo Reino do Kongo que se localizava nas terras ao redor da sua foz.

Na escala mundial, é o segundo maior rio em volume de águas, somente excedido pelo Amazonas. Drena uma das maiores bacias do mundo, ocupando cerca de 3.750.000 Km², entre os lagos equatoriais a leste e o oceano Atlântico a oeste. Atravessa a floresta equatorial da África, segunda maior floresta tropical do mundo (apenas superada pela floresta amazónica), onde há forte incidência de chuvas, fator que resulta em um rio caudaloso.

Nasce a uma altitude de 1.430 metros, ligeiramente a sul do lago Tanganica, na Zâmbia, próximo à fronteira com a Tanzânia; atravessa o território da República Democrática do Congo e de Angola para desaguar no oceano Atlântico, num amplo estuário, na cidade de Muanda. A partir da nascente, corre na direção sul-norte e, depois de descrever uma grande curva, passa a correr de nordeste para sudoeste. Tem dois grandes afluentes, o Ubangui, na margem direita, e o Cassai, na margem esquerda.

Os afluentes do Congo nascem nas terras altas e nas montanhas do Rift do leste africano, bem como nos lagos Tanganyika e Mweru. O Congo é navegável na maior parte do seu percurso e por ele passa grande parte do comércio da África Central.

O Congo chega a ter, em alguns locais, mais de 15 km de largura e, para vencer a orla montanhosa do planalto, despenha-se em mais de 32 quedas de água, sendo a primeira de Levingston e a última de Ielala, a 200 km da foz.

Infelizmente, a bacia do Congo está ameaçada pelo desflorestamento, incêndios, empobrecimento do solo e aumento da população. O abate da floresta tropical na bacia constitui um sério risco a todo o ecossistema, pois a cobertura florestal é em si mesma o aspecto mais importante para a necessária precipitação. De fato, essas áreas verdes são conhecidas pelo elevado nível de retorno de água. Com os 151cm de precipitação anual, 117cm proveem da evaporação da cobertura florestal, aproximadamente 77% do total anual. Apenas 23% procedem de zonas oceânicas de baixa pressão.

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