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Rios Brasileiros: O Rio Paraná

O Rio Paraná é o segundo rio em extensão na América do Sul e o décimo do mundo em vazão, que nasce da confluência dos rios Paranaíba e Grande, seguindo seu curso na divisa entre Argentina e Paraguai até receber seu maior afluente, o Rio Paraguai, formando juntamente com o Rio Uruguai, a Bacia do Prata – a quinta maior bacia hidrográfica.

Tem 4352 km de extensão e sua bacia abrange mais de 10% do território nacional incluindo parte dos estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná. Seus principais afluentes são os rios Tietê, Paranapanema, Iguaçu e Paraguai, na margem esquerda; e os rios Suruí, Rio Verde e Rio Pardo, na margem direita.

É um dos rios mais importantes rios do Brasil e suas águas abastecem a usina hidrelétrica de Itaipu, inaugurada em 1984 pelos governos brasileiro e paraguaio, e responsável por fornecer energia elétrica para grande parte do território dos dois países. A barragem de Itaipu é a maior unidade operacional hidrelétrica em termos de geração de energia anual, superando até a Barragem das Três Gargantas, na China.

O rio Paraná em sua parte alta, separa os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, e este do Paraná, além de demarcar a fronteira entre Brasil e Paraguai numa extensão de 190 km até a foz do rio Iguaçu. A partir de Foz do Iguaçu, o rio muda para direção oeste e passa a ser o limite natural entre Argentina e Paraguai. Na junção do rio Paraguai, entra inteiramente em terras argentinas, percorrendo na direção sul, desaguando no delta do Paraná e, consequentemente, no Rio da Prata.

A vazão na foz do rio Paraná, de 16.000 m³/s, é comparável a de rios como o rio Mississippi (18.000 m³/s), nos Estados Unidos e o rio Ganges (16.000 m³/s), na Índia.

A hidrovia Tietê-Paraná permite o transporte de grãos e outras mercadorias do Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Possui 1.250 km navegáveis divididos em 450 km no rio Tietê e 800 km no rio Paraná. As hidrovias são bastante usadas em países desenvolvidos para conduzir grandes volumes a longas distâncias, por ser um transporte barato que rodovias e ferrovias. O Brasil seguiu o caminho contrário, investindo na construção de estradas.

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