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Resumo de Livros: Helena

“Helena” foi publicado originalmente sob a forma de folhetim, no jornal “O Globo”, entre os anos de agosto e novembro de 1876. A obra possui 28 capítulos e seu enredo transcorre de maneira linear. O romance inicia com uma morte e termina com outra.

A história é narrada em terceira pessoa, por um narrador onisciente. A história se passa entre os anos de 1850 e 1851, aproximadamente um ano de duração. O espaço em que se passa a ação é o Rio de Janeiro, em uma chácara na cidade de Andaraí.

Após a morte de Conselheiro Vale, um homem rico, dá-se início à abertura do seu testamento; nesse momento, toma-se conhecimento da existência de Helena, fruto de um caso amoroso com uma mulher que havia migrado do Rio Grande do Sul.

Helena vem morar com a nova família em Andaraí, ganha a simpatia dos moradores da casa. Dona Úrsula e ate o filho a acabam aceitando. A situação é tal que Helena assume seu lugar na família como uma mulher de fibra, uma verdadeira dona de casa, cuida muito bem de todos, dirige a casa melhor do que D. Úrsula e impressiona a sociedade em geral.

Nasce a paixão entre Estácio e Helena e aí vem o clímax do livro, já que Estácio se martiriza por se apaixonar por sua suposta irmã e Helena, também apaixonada, escondia algo que poderia mudar tudo, mas não queria abrir mão da herança.

Um dia, Estácio a segue até uma casa pequena, perto da chácara da família, local que costumava ir com frequência. Lá, encontra Salvador que revela ser ele o pai de Helena e não Conselheiro. Nesse mesmo dia, Helena fica debilitada e morre.

O ciclo do romance é fechado, não só por iniciar e terminar com uma morte, mas também porque, com a morte de Helena, tudo volta ao estágio inicial, antes da abertura do testamento: Estácio é novamente filho único, possui a posse integral da fortuna deixada pelo pai e pode se casar com Eugênia, sua paixão da infância.

Machado de Assis utiliza em Helena um tema muito explorado pelos escritores românticos da época: a obsessão pelo amor impossível e seu consequente sacrifício, devido à obediência às condutas morais e sociais.

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