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Reciclagem de Pilhas e Baterias

São 1,2 bilhão de pilhas e 400 milhões de baterias de celular comercializadas por ano no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). E a grande maioria desse material vai para o lixo comum.

No caso das pilhas produzidas no Brasil, mesmo contendo quantidades mínimas ou quase nulas dos metais pesados mais poluidores como cádmio, mercúrio, chumbo, zinco-manganês e alcalino-manganês, a questão está no manejo inadequado dos aterros sanitários (dados do Ibama apontam que apenas 10% é feito de forma correta). Pilhas e baterias, quando descartadas em lixões ou aterros, liberam componentes tóxicos que contaminam o solo, os cursos d’água e os lençóis freáticos, afetando a flora e a fauna das áreas próximas e o homem, pela alimentação.

Devido a seus elementos tóxicos, as pilhas podem ainda afetar a qualidade do produto obtido na compostagem de lixo orgânico. Além disso, sua queima em incineradores não resulta em uma prática eficiente, já que seus resíduos tóxicos permanecem nas cinzas e parte deles pode dissipar-se, contaminando a atmosfera. Algumas substâncias afetam o sistema nervoso central, o fígado, os rins e os pulmões, podem levar à anemia, à paralisia facial e até ao desenvolvimento de câncer e causar mutações genéticas.

A fim de regulamentar o descarte e o gerenciamento ambiental de pilhas e baterias usadas, a Resolução n° 257/99 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelece que, após o esgotamento energético, elas sejam entregues aos estabelecimentos que as comercializam ou à rede de assistência técnica autorizada pelas respectivas indústrias, para repasse aos fabricantes ou importadores, para que estes adotem diretamente, ou por meio de terceiros, os procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequado.

Outro fator preocupante é que nem toda pilha à venda está dentro do padrão: 33% do mercado é formado pelas chamadas “baterias ilegais”. Ou seja, cerca de 400 milhões de pilhas e baterias vêm de contrabando e outras origens, sem nenhuma segurança de que elas acompanham as medidas do Conama.

Recente no Brasil, a reciclagem ou reaproveitamento das pilhas e baterias é mínimo. Um exemplo é a fábrica Suzaquim, em Suzano (SP), que recicla 6 milhões de pilhas e baterias por ano, menos de 1% do comercializado. Outras empresas de baterias de celulares, por exemplo, colhem o material e enviam para recicladoras fora do Brasil.

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