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Insônia. Sintomas e Tratamento Insônia

A insônia é caracterizada pela dificuldade para dormir ou continuar dormindo. É considerada uma doença porque implica consequências contrárias à natureza fisiológica como, no caso, a falta ou a má qualidade de sono.

Pode ser um sono curto sem que se consiga voltar a dormir ou ter o sono interrompido uma ou mais vezes após conseguir dormir. Entretanto, a insônia é de fato definida pela má qualidade do sono e não somente ou exatamente pelo número de horas dormidas. Isto é, para se sentir bem, cada pessoa tem sua necessidade de sono que varia muito de um indivíduo para outro. De forma que, enquanto para a maioria, dormir entre 7 ou 8 horas para por dia pode ser revigorante, para outros pode não ser o bastante, o que necessariamente não significa ser insônia.

A doença é classificada como primária (quando é a doença principal e cujas causas são diversas, como estresse, ingestão de álcool ou cafeína, entre as mais comuns) e secundária (quando já é sintoma de outra doença, como por exemplo, a depressão).

A insônia se apresenta como transiente (passageira, que pode durar uma noite ou até algumas semanas), intermitente (vai e volta, sendo um desdobramento da transiente, quando esta ocorre de tempos em tempos) ou crônica (permanente, quando acontece na maioria das vezes em que for dormir e dura mais de um mês).

Como prevenir a Insônia:

A princípio, no que for possível, evitar as causas da insônia é a melhor solução contra a doença. As medidas de prevenção, basicamente, são as mesmas usadas para o tratamento para quem já sofre deste mal. Dentre estas medidas de prevenção, é necessário que o paciente evite cafeína (café, chás, chocolate e refrigerante), álcool, nicotina, medicamentos para resfriado, ou ao menos reduza a quantidade dessas substâncias.

Também é importante mudar certos hábitos para se prevenir contra a insônia. Dentre eles: não tirar cochilos durante o dia, manter condições confortáveis na cama ao se deitar para dormir, criar o costume de ir se deitar para dormir sempre no mesmo horário (de preferência à noite, se possível), bem como acordar todos os dias nos mesmos horários, fará seu corpo se acostumar a dormir melhor. Além disso, fazer exercícios com regularidade (mas não antes de três ou ao menos duas horas antes de dormir), comer no mínimo duas horas antes de se deitar, aplicar técnicas que reduzem o estresse (como ioga ou meditação) também são práticas que ajudam a se prevenir contra a insônia.

Da mesma forma, não fazer refeições grandes ou pesadas próximo da hora de dormir (e sim comer em horários regulares diariamente), não criar hábito de fazer atividades pouco antes de ir se deitar para dormir, principalmente as que causem reações emocionais. Bem como evitar usar o computador ou assistir tevê na sua cama (pois, são estimulantes ao cérebro e podem interferir na capacidade de adormecer).

Assim, as dicas acima funcionam como técnicas de relaxamento. Suas aplicações têm como finalidade induzir o paciente a construir hábitos terapêuticos que, por sua vez, são considerados como uma “higiene do sono” no meio médico.

Além de tudo isso, a depressão é outra doença que também pode ter como desdobramento a insônia. Portanto, tratar da primeira é ainda mais importante para que a última também seja tratada. O mesmo vale para a ansiedade.

Quais os sintomas/diagnóstico da Insônia:

O sintoma mais claro da insônia é percebido a partir do momento em que se percebe uma dificuldade em adormecer, seja na maioria das noites ou no horário adaptado em que as pessoas costumam dormir (casos de pessoas que trabalham durante a noite e madrugada e dormem de dia).

Outro sinal sintomático é o cansaço que a pessoa sente durante o dia ou mesmo a vontade de dormir durante o dia (com exceção àquelas pessoas que trabalham à noite e madrugada).

Para quem sofre de insônia, também é comum a pessoa não se sentir revigorado depois de acordar, ou acordar diversas vezes após conseguir dormir.

E, em se tratando de insônia primária, uma característica sintomática muito comum é a pessoa ansiar o tempo inteiro em querer dormir. Assim, muitas vezes, quanto mais tentam, cada vez maior é o sentimento de ansiedade para dormir. Logo, quanto maior a ansiedade, mais difícil se torna o sono e a sensação de angustia e frustração, o que acaba por se tornar um vicioso ciclo.

Que médico (especialidade) deve-se procurar e exames fazer para Insônia:

É estritamente necessário consultar um médico caso a insônia torne-se um problema crônico. Para saber qual especialidade médica deve ser procurada é preciso antes saber se a insônia é primária ou secundária. Se for primária, cujas causas podem ser inúmeras, o paciente poderá procurar por um neurologista. Mas, se for secundária, o paciente que sofre de insônia poderá buscar a ajuda profissional de um psicólogo ou psiquiatra, dependendo do caso.

De uma forma ou de outra, uma vez que for identificada a classificação da doença, o profissional fará um exame físico e perguntas sobre: quais medicamentos o paciente têm usado, seu histórico clínico e se já usou drogas.

Além dos procedimentos de praxe, o especialista encaminhará o paciente para ser submetido ao exame de Polissonografia, que é um estudo médico realizado para investigar e ajudar a excluir os distúrbios do sono (como apneia), feito durante a noite enquanto o paciente dorme.

 

Quais medicamentos o médico poderá indicar para Insônia:

Em geral, a insônia melhora após o médico ter identificado o problema que a causa. Em diversos casos, basta a indicação da higiene do sono ou técnicas cognitivo-comportamentais para que haja melhora e sucesso no tratamento contra a insônia. Também pode ser preciso que se altere ou suspenda o uso de certas medicações.

Apesar disso, caso o paciente siga todas as orientações e mesmo assim continue a sofrer de insônia, o médico também poderá recomendar tratamento farmacológico, receitando medicamentos como benzodiazepinas.

 

Insonia

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