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História e Economia da Coréia do Sul

A transformação da Coreia do Sul em potência.

A história de superação e conquistas da Coreia do Sul, um pequeno país asiático, serve como lição para outros países do mundo, principalmente o Brasil, se inspirarem e buscarem uma melhora tanto no nível econômico como social.

O surgimento da potência

A Coreia do Sul, no início da década de 1960, era um dos países mais miseráveis do mundo, com um PIB per capita de apenas 67 dólares. Frágil e dividido, após a Guerra da Coreia (1950 a 1953), o país não tinha perspectivas de crescimento, uma vez que não contava com recursos naturais para exploração.

Devido ao passado repleto de invasões ao longo de sua história, contabilizando mais de 3 mil invasões por seus países vizinhos – China e Japão – pode-se dizer que entre a população sul-coreana formou-se um imenso espírito de cooperação coletiva, aliado à influência da religião confucionista, que levou todos a agirem com lealdade, harmonia familiar e respeito aos mais velhos.

Percebendo esse imenso potencial das pessoas da Coreia do Sul, o governo aproveitou para lançar um movimento baseado no slogan “Vamos viver uma vida melhor”. O objetivo desse slogan era deixar para trás o atraso, a partir de planos econômicos sucessivos, e focar a economia no mercado externo. Nessa época, entre as décadas de 1960 e 70, foi quando ocorreu o grande salto do país.

Com a ideia em prática, ocorreram sete planos econômicos consecutivos até 1992. O sucesso da estratégia foi comprovado em 1995, quando a Coreia do Sul chegou a uma renda per capita de 10 mil dólares.

Esse valor para a época era grande, porém pouco se comparado aos números atuais: em 2012, a renda per capita do país chegou a 32,2 mil dólares, ocupando o 27º lugar entre todos os países do mundo. Para se ter uma ideia, hoje o Brasil ocupa o 78º lugar.

Além dos planos econômicos, houve um investimento pesado na educação, levando-se em conta que não basta apenas criar escolas, mas investir e aprimorar os métodos de ensino e oferecer uma boa remuneração aos professores. Hoje, mais de 80% dos alunos que chegam ao fim do segundo grau entram na faculdade, tornando-se uma mão de obra extremamente qualificada, com comprometimento com o crescimento do país.

As empresas costumam investir bastante nas universidades, em troca de inovação com potencial de mercado.

Outro trunfo da Coreia do Sul é “entregar rapidamente e a preço baixo”, talvez um de seus maiores diferenciais. A mania de realizar tudo rapidamente, um traço da cultura coreana, tem até nome no país: “pali pali”.

Assim, pode-se concluir que essa característica implantada na indústria da Coreia do Sul foi o que tirou a situação do zero para um patamar esplêndido nos dias atuais.

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