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O que é e Como Funciona um Polígrafo?

Também conhecido como detector de mentiras, o aparelho é composto por um conjunto de sensores que conseguem medir os batimentos cardíacos, o ritmo da respiração, a pressão sanguínea e o suor na ponta dos dedos. Seu funcionamento tem base na teoria de que essas reações acontecem quando mentimos. Os antigos polígrafos contavam com agulhas móveis que iam rabiscando traços numa folha de papel. Atualmente, o resultado vem direto de um computador, formando um gráfico.

Se você gostou do aparelho, saiba que não adianta simplesmente adquirir um e sair por aí interrogando as pessoas, já que o teste só é válido se for feito por um examinador especializado, que saiba conduzir o interrogatório e interpretar os resultados.

Por ser tão subjetivo, o polígrafo ainda é muito contestado. Em tribunais, o teste não é aceito como prova, até pelo fato de já ter sido testado em muitas pessoas que apresentaram os mesmos sinais de nervosismo que uma pessoa que está mentindo, mesmo dizendo a verdade.

No compactador, os resultados do teste são convertidos em sinais digitais, transformando-se em gráficos. Cada cor indica uma das três variáveis. Através de alguns aparelhos auxiliares, os resultados vão aparecendo. Com pneumógrafos, dois tubos de borracha com ar passam ao redor do tronco da pessoa. Mudanças na respiração ou movimento nos pulmões são detectados. Os galvanômetros presos na ponta dos dedos, medem a condutividade elétrica da pele. A umidade do suor aumenta a condutividade. Um medidor de pressão, semelhante ao dos médicos, também é colocado, medindo a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos.

A grande parte dos testes conta com 3 tipos de pergunta: relevantes, irrelevantes e de controle. As irrelevantes, perguntam assuntos do cotidiano, como “você almoçou, hoje?”, serve apenas pra confundir e dar ritmo ao teste. Já, as perguntas relevantes são as investigativas. Por exemplo: “Você está passando informações confidenciais da empresa que trabalha pra concorrência?”. Porém, o segredo do teste está nas perguntas de controle. São perguntas que ninguém responderia negativamente sem mentir, como: “Você teve alguma atração sexual por uma pessoa casada?”, desta forma, o condutor do teste leva o examinado a mentir propositalmente para medir suas reações.

Se as alterações forem maiores nas questões de controle do que nas relevantes, o examinado passa no teste. Porém, se forem maiores nas relevantes, a pessoa não passa. No segundo caso, o examinador interroga a pessoa após o teste, tentando colocá-la contra a parede. O objetivo é obter uma confissão.

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