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Dicas de Viagem para China: Pequim

Em Pequim surgem bairros novos e arranha-céus, entre os espaços tradicionais. Imensos shoppings centers, hotéis, butique e restaurantes estão por todos os lados.  Com 15 milhões de habitantes e o centro financeiro que mais cresce no mundo, Pequim ou Beijing é daqueles locais onde um passeio simples, transforma-se numa viagem no tempo. A Cidade Proibida, do século XV, continua quase como era em 1911 quando o último imperador a deixou. Para vivenciar esta riqueza histórica basta sair do complexo de palácios reais e ir direto para as soviéticas arquiteturas de Tiananmen Square, a Praça da Paz Celestial, onde aconteceu o massacre dos estudantes em 1989 e onde está embalsamado Mao Tse-tung.

A cidade que está totalmente habituada a mudanças, pulsa. E por falar em mudanças, nem sempre estes acontecimentos foram interessantes pro local: Pequim já foi incendiada, também devastada por guerras, e danificada por terremotos. Há pouco tempo atrás, os templos que costumavam resistir às intempéries e às mudanças de dinastias ainda precisaram sobreviver aos inúmeros soldados da Revolução Cultural e à sua obsessão por destruir Budas, incendiar livros, mandalas e tantas outras relíquias de importâncias sacras. Até algumas de suas famosas muralhas, que foram levantadas na Dinastia Ming, há cerca de 500 anos, saíram de cena para dar lugar a um anel viário no ano de 1950.

Em Pequim do século XXI, bairros como Chaoyang, onde fica localizado o novo Parque Olímpico, crescem em tal velocidade que impressionam. Nos anos de 1980, por exemplo, existiam 3.679 hutongs (antigos conjuntos de casas chinesas, com diversas portas, praças internas, etc.) na cidade; atualmente, são em torno de 40% menos. Cerca de 600 destes bairros típicos são demolidos a cada ano que passa, alterando radicalmente a aparência da cidade. Casas, lojas e restaurantes também têm desaparecido, mais ainda na região do sul da praça Tiananmen, nas proximidades de Quianmen Dajie. Ainda que o governo tenha afirmado resguardar alguns desses bairros, não tem como garantir a quem pretende conhecer a cidade hoje que irá encontrá-los.

Antes de se aventurar, saiba ainda que no verão, meses de julho e agosto, quando o turismo local aquece, a Muralha da China, por exemplo, fica praticamente intransitável.

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