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As Religiões Tradicionais Chinesas

Muito se fala no ocidente, mas pouco se conhece a fundo uma das religiões mais praticadas no planeta. Trata-se das religiões tradicionais chinesas. De acordo com os historiadores, o Confucionismo e o Taoísmo se originaram na filosofia, contudo, com o tempo, acabaram incorporando práticas que as levaram a se tornarem religiões. O criador do confucionismo, Confúcio, assim como filósofos que o antecederam, não deu importância aos deuses e se voltou em suas filosofias para o entendimento da ação.

Por outro lado, os taoístas apropriaram-se das crenças populares chinesas e da estrutura do budismo. Em consequência dessas posturas, surgiu uma corrente separada do “taoísmo religioso”, diferente do “taoísmo filosófico” que se associava aos antigos pensadores chineses Lao-Tsé e Zuang-Zi. Vale ressaltar que as religiões chineses foram praticadas por séculos.

Também é importante lembrar que nesse pacote de religiões e filosofias que vigoram na China, o Budismo, como religião, chegou à China durante o final da dinastia Han, e se espalhou com força e rapidez pelos templos. No entanto, com a inserção e expansão do comunismo na região, isto por volta de 1940, a religião que era um modos operandis forte, organizado e milenar, acabou sendo banida. A restauração das práticas e aceitações religiosas budistas somente voltaria a acontecer com a restauração da liberdade filosófica e religiosa no país, o que aconteceu em 1978.

A religião ou religiões chinesas sempre consistiram na veneração aos deuses liderados por Shang Di – denominado senhor das alturas – desde tempos muito longínquos. Entre as famílias importantes da dinastia Chou, o culto era composto de sacrifícios em locais fechados. Durante o período dos Estados Desunidos (entre 403 e 221 a.C.), os estados feudais suspenderam os sacrifícios. Na dinastia Tsin, e no início da Han, os problemas religiosos estavam concentrados nos “mandamentos do céu”. Havia ainda os seguidores do taoísmo-místico-filosófico que se desenvolvia em regiões separadas, misturando-se aos xamãs e médiuns.

Foi somente no final da dinastia Han, que surgiram os grandes movimentos religiosos. Zhang Daolingdeclarou haver recebido uma revelação de Lao-Tsé e fundou o movimento Tianshidaoou “O Caminho dos Mestres Celestiais”. Isto na prática pretendia substituir os cultos populares que estavam até o momento “corrompidos”. A doutrina transformou-se no credo oficial da dinastia Wei (386-534), sucessora da Han, inaugurando, assim, o “taoísmo religioso” que se espalhou pelo norte da China.

Durante os anos que se seguiram, outros grupos de aristocratas do sul desenvolveram um sistema que personificava os conceitos taoístas, transformando-os em deuses. No início do século V, este sistema passou a dominar a religião taoísta. Assim como o budismo, durante o período de forte comunismo, o taoísmo fora banido, ressurgindo também depois da chamada fase de libertação.

Hoje, na China ocidental, ambas práticas convivem em harmonia.

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