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Algumas Desmistificações Sobre o Islamismo

Muito se fala sobre a religião islâmica e sobre os muçulmanos, mas pouco se sabe de fato acerca dessa religião que é uma dentre as monoteístas, uma das mais antigas do mundo. Criada pelo profeta Maomé ainda no século VI na região onde hoje encontra – se a Arábia, o islamismo não é uma religião predominantemente de árabes, muito menos, em suas raízes, uma religião que prega conflitos sangrentos, embora muitos muçulmanos estejam envolvidos em atos violentos e de radicalismos, com a justificativa de assegurar a manutenção da fé islâmica e a presença de alguns povos no mundo.

A palavra islã significa, literalmente, redenção. Trata-se, portanto, da ideia de fazer com que o homem se redima de seus erros e passe a ter uma conduta como diz a lei de Deus. A palavra ainda está ligada a outro termo de origem árabe “salam”, cujo significado é “paz”; portanto, o islamismo, em suas raízes mais profundas prega a harmonia, a redenção em prol da equidade e paz interior e exterior dos homens.

Embora muito se fale do conflito que há entre o islamismo, o judaísmo e o cristianismo, em tese isto não deveria acontecer, uma vez que as três religiões possuem praticamente as mesmas origens. As três são monoteístas, em outras palavras, acreditam em um único Deus. As raízes do islamismo estão calcadas nos preceitos do profeta Abraão, que deu início a linhagem composta por Moisés, Ismael, Maomé, e Jesus. Todos ligados ao judaísmo e ao cristianismo.

Também é importante lembrar que os muçulmanos não acreditam em um Deus diferente do que os cristãos creem, ou mesmo os judeus. O que muda é apenas a origem da palavra. “Alá”, significa “Deus” em árabe.

Diferentemente do judaísmo, não é preciso nascer em uma família muçulmana para ser adepto da religião islâmica. Também não é necessário casar-se com alguém pertencente à religião, para converter-se. Também diferente de outras religiões, não é preciso estudar, ou ter formação específica para ter fé nos preceitos islâmicos. Uma pessoa se torna muçulmana quando proferir, em árabe e diante de uma testemunha, que “não há divindade além de Deus, e Mohammad é o Mensageiro de Deus”. O processo de conversão é extremamente simples o que justifica em parte sua rápida expansão pelo mundo. No entanto, a jornada para a prática completa da fé é bem mais complexa. Nessa tarefa, outros muçulmanos devem ajudar no ensinamento.

Vale ainda ressaltar que a base da religião muçulmana não determina qualquer tipo de discriminação grave contra a mulher, ao contrário do que se vê. A violência e a opressão se devem às interpretações radicais das escrituras. A opressão contra a mulher é comum nos países que seguem com rigor a Sharia, a lei islâmica, e têm tradições contrárias à libertação da mulher. Assim, o problema da opressão à mulher muçulmana não é causado pela crença islâmica em si, mas por conta de culturas que incorporaram tradições prejudiciais às mulheres.

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