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Tomie Ohtake, Artista Japonesa

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A artista plástica Tomie Ohtake, embora não seja de origem brasileira é hoje considerada um dos maiores nomes das artes do Brasil. Nascida no Japão, em 1913, chegou ao país aos 23 anos de idade. Sua trajetória tanto na via quanto nas artes é marcada pela força, suavidade e a capacidade de renovação constante.  Tomie Ohtake começou a pintar somente aos 40 anos, e construiu uma carreira mais do que sólida nesses últimos 50, hoje  é considerada a dama das artes plásticas da atualidade.

Pode-se dizer que Tomie se desafia o tempo todo ao processo de se reinventar. Isto pode ser apreciado nas suas diferentes manifestações artísticas e fases: na pintura, na gravura e na escultura. Tomie possui uma intenção intuitiva que marca muito sua obra, fazendo com que esta seja de caráter único existente nas artes plásticas contemporâneas. Há um frescor e esplendor em qualquer que seja a verve que decide produzir.

A arte de Tomie Ohtake é altamente celebrada pela crítica, que faz dela a “dama cheia de outono

da qual germina uma intensa primavera”.

Tomie se naturalizou brasileira na década de 1960, que iniciou seus trabalhos a partir de modelos repletos de abstração informal que foram aplicados a diversas pinturas. Este período é considerado o de maturação da artista.  O domínio de determinadas técnicas viria com as produções constantes que se seguiram. O trabalho foi sendo progressivo e, logo foi sendo substituído por imaterialidade e aparente em suas telas, isto sempre na relação cor-forma.

Tomie trabalha muito com as formas geométricas que não possuem uma regularidade em seus traços, são estas ovais, retangulares, cruciformes, quadradas, todas com uma sugestão de figura qualquer ou signo que designe algum tipo de idealidade. Há uma ambiguidade perturbadora apresentada por estas figuras, em particular quando elas são sobrepostas umas sobre as outras. O efeito produzido em quem as observa é sempre o de perturbação, tensão que vai aos poucos se agigantando até que todo o espaço parece estar oprimido. Característica marcante de Tomie Ohtake.

Em suas obras há também a presença de uma linha curva – refinada e com certo tom cromático – que ela própria define como difusa e “cósmica”, por certo uma referência direta ao crítico de arte Miguel Chaia, que nos anos 80 pontou novas linhas ao trabalho de Tomie.  Desenhos de frutas, linhas muito curvas, alusão à natureza, telas repletas de manchas justapostas, o que remete, segundo Miguel à uma verve intensa e francamente sensual.

Quer saber mais? Visite o Instituto Tomie Ohtake, que fica na Avenida Faria Lima, 201, com entrada pela rua Coropés, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Brasil.