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Sagrada Família, em Barcelona, de Gaudí

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Templo Expiatório da Sagrada Família, conhecido apenas como Sagrada Família, é um grande templo católico que fica em Barcelona na Espanha, projetado pelo arquiteto catalão Antoni Gaudí. A obra é considerada por muitos como obra-prima expoente da arquitetura modernista catalã.

A edificação teve início em estilo neogótico, mas o projeto foi sofrendo reformulações. O templo conta com a Fachada da Natividade, a Fachada da Paixão e a Fachada da Glória. Gaudí compunha a edificação à medida que ela avançava. A obra que engrandeceu Gaudí como arquiteto, teve a fachada da Natividade e a cripta consideradas pela UNESCO em 2005 como Patrimônio Mundial.

Quando Gaudí passou a dirigir a construção deste templo, a cripta já estava construída. Gaudí modificou os capitéis, que do estilo coríntio passaram a ter motivos vegetais. Ele revolucionou o projeto para o seu estilo particular naturalista. O arquiteto dizia que o gótico não era perfeito, já que suas formas retas não refletiam a natureza, que conta com formas. Gaudí empregou a linguagem da natureza ao design, aplicando as suas qualidades estruturais, acústicas e de difusão da luz. Ou seja, ele concebeu a Sagrada Família como se fosse uma floresta. Com um conjunto de colunas arvorecentes repartidas em várias ramificações para sustentar uma composição de abóbadas de hiperboloides entrelaçados. Inclinou as colunas, dando formas, como nos ramos e troncos das árvores, e conseguiu uma maneira de suportar o peso das abóbadas sem precisar de contrafortes exteriores.

Assim, Gaudí foi modificando o templo ao longo dos anos. Durante a Guerra Civil Espanhola parte onde Gaudí trabalhara ficou destruída. Por isso não ficaram planos de como deveria ser finalizado o templo. Por conta disso em 1944 quando houve o prosseguimento à construção da Sagrada Família, foi definido como deveria ser o procedimento para edificar o templo da maneira mais fiel possível aos princípios e planejamentos de Gaudí.

À frente deste desafio estiveram Francesc Quintana, Isidre Puig i Boada, Lluís Bonet i Garí, Jaume Busquets e posteriormente, Josep Maria Subirachs, no lugar do último citado. As obras de Subirachs deram origem a certa polêmica, por ele ter criado esculturas completamente contemporâneas, diferentes do estilo mais realista que Gaudí selecionou para a fachada da Natividade. O escultor japonês Etsuro Sotoo também colaborou com algumas esculturas da fachada da Natividade. Desde 1987, a direção da continuidade da edificação do templo ficou sob a responsabilidade do arquiteto Jordi Bonet i Armengol.