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Países Africanos: História do Congo

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Oficialmente República do Congo, o Congo é um país da África que faz fronteira com Camarões, República Democrática do Congo, Angola, Gabão e Oceano Atlântico, e tem como capital a cidade de Brazzaville.

Independência do país

Colônia da França, o Congo conseguiu sua independência em 15 de agosto de 1960, com Fulbert Youlou escolhido como presidente do país. Após três anos, Youlou é obrigado a deixar o governo devido a uma revolta.

Quem assume o cargo é Alphonse Massamba-Délbat, que em 1964 funda um partido com filosofia leninista-marxista e adota no país uma economia planificada, com base socialista. Logo depois, inicia-se um “Plano Quinquenal”, que leva o Congo a uma expansão agrícola e industrial.

Em 1968, cresce a tensão entre os militares e o governo, e o exército aplica um golpe de estado no país, com o líder major Marien Ngouabi assumindo o poder. No ano seguinte, Ngouabi faz o anúncio da nova República Popular durante o evento de fundação do PCT (Partido Congolês dos Trabalhadores).

A partir de janeiro de 1970, o Congo passa a se chamar República Popular do Congo, e adota como símbolo uma bandeira vermelha, com foice e machado desenhados, influência dos países socialistas.

Com isso, Ngouabi consolida seu regime e o Congo se torna o primeiro país comunista da África. Ainda em 1970, o exército abafa uma tentativa de golpe contra o presidente, liderado por Pierre Xitonga, e executa todos os participantes da conspiração, exceto Augustin Poignet, que consegue escapar. Em meio a essa situação, o presidente aproveita para expulsar todos aqueles que são suspeitos de irem contra o governo.

Durante um tempo, o PCT continua como o único partido legal no Congo. Em 1977, o presidente é assassinado, e a junta militar assume o poder. Dois anos depois, o coronel Sassou-Nguesso assume a presidência e passa a governar sob regime ditatorial até 1989, quando, devido ao colapso comunista no leste europeu, Nguesso promove reformas políticas e a transição do Congo para a economia de mercado. Com uma política internacional neutra, o governo passa a se relacionar tanto com o comunismo quanto com o capitalismo.

No ano seguinte, o PCT abre mão do marxismo-leninismo e, em 1991, tropas cubanas que estavam no país desde 1977 deixam o Congo. Em 1992, a nova Constituição é votada, com a previsão de um sistema político multipartidário.

Em 1993, ataques contra tropas do governo são promovidos por milícias, persistindo até 1995, com motins e greves. Dois anos depois, com o apoio de Angola, Sassiy-Nguesso dá um golpe de estado, e em 1998 e 1999, rebeldes e tropas do novo governo e aliados entram em confronto.

No mesmo ano, o documento de cessar-fogo é assinado, dando fim à guerra civil.

Kolelas, que participou da orientação dos rebeldes, é condenado à morte na justiça. O fim do conflito soma 10 mil mortos e perdas de mais de 2,5 bilhões de dólares.