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O Secular Rio Nilo

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A origem da civilização egípcia teve início há aproximadamente 5 mil anos. E sem existência do Nilo a civilização egípcia não teria tido – e deixado para o mundo – o desenvolvimento em particular na área da agricultura. Isto porque, como todos sabem, a região é de deserto. Os egípcios, que já sofriam com a falta de água, os quais usavam a água do Nilo para beber, pescar e irrigar a agricultura, por meio dos canais de irrigação desenvolvidos por eles. Para a época, isto era alta tecnologia.

 

Nos períodos de cheias as águas do rio Nilo, elas levavam consigo uma grande quantidade de sedimentos que eram distribuídos ao longo de suas margens. Nas áreas vazantes, quando as águas baixavam, ficava uma enorme quantidade de nutrientes férteis, como o húmus, o que o tornava extremamente fértil.  O rio ainda era utilizado para transportar mercadorias e pessoas, o que favoreceu ainda mais o desenvolvimento da região e da civilização egípcia.

 

O Nilo é o segundo rio mais extenso do mundo, com uma extensão de 6.650 quilômetros.  Vale lembrar que o rio Amazonas, com 200 quilômetros a mais, é o primeiro. O rio Nilo nasce na região central da África, no lago Vitória, atravessando países na região central/nordeste do continente, como Uganda, Tanzânia, Ruanda, Quênia, República Democrática do Congo, Burundi, Sudão, Etiópia e Egito, até que desagua no mar Mediterrâneo.

 

O rio Nilo é tão importante para o Egito – cerca de 90% da população encontra-se estabelecida em suas margens – quanto para o restante do mundo. O Vale do Rio Nilo abrange cerca de 1/3 da área total do país. O historiador grego Heródoto, no século V A.C, já declarava que “o Egito era a dádiva do Nilo”.

 

O rio Nilo se forma a partir da confluência de outros três: Nilo Branco, Nilo Azul e rio Atbara, este é hoje um dos grandes pontos turísticos da cidade do Cairo, capital do Egito.

 

Através do Nilo milhares de visitantes partem rumo à Assuã ou Aswan, cidade repleta de ruínas, monumentos e templos com hieróglifos. É ali também que se instalou uma usina hidrelétrica, em 1971, gerando muita polêmica, já que alterou o ciclo do rio impedindo o processo natural de fertilização do solo, levando os produtores a fazer uso cada vez maior de insumos agrícolas no cultivo.

 

Além disso, em virtude da grandeza da obra, com 3.600 metros de comprimento e 115 metros de altura, uma enorme quantidade de água foi represada, formando o lago Nasser e inundando algumas riquezas arqueológicas. Despeja ainda, uma média de 2.700 metros cúbicos de água por segundo no mar Mediterrâneo, é essencial para os 33 milhões de habitantes que residem no Egito, na agricultura, como meio de transporte e para gerar energia elétrica.