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Mares do Mundo: Mar do Diabo ou Mar do Dragão

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MARES IMPORTANTES DO MUNDO – O MAR DO DIABO OU MAR DO DRAGÃO

Os mares são sempre menores do que os oceanos e é esta, basicamente, a diferenciação que se faz na hora de classificar em mar ou em oceano. Além disso, se destacam ainda por conta de suas costas e pelas baixas profundidades. Alguns dos mares do planeta também abrigam uma grande parte das geleiras, que correspondem a 75%¨da água na Terra. A água marinha, quer seja nos oceanos, quer seja nos mares, está em constante movimento e são sempre impulsionadas pelas correntes marítimas, marés e ondas.

Este é o caso de um dos mares com nome mais curioso que existe na Terra. Trata-se do mar do diabo, ou simplesmente, Triângulo do Dragão. Situado em águas da região do Pacífico, é uma região que fica em torno da ilha Miyake, a cerca de 100 quilômetros ao sul da cidade de Tóquio. O mar forma efetivamente um triângulo, daí o seu nome, e um de seus lados está concentrado na ilha de Guam. Embora todos os pescadores da região usem esta nomenclatura para fazer referência a estas águas, este mar não aparece oficialmente em cartas náuticas, aquelas usadas pelos navegadores.

Curioso é que na cultura popular, assim como mar de Picasso e o Triângulo da Bermudas, em que a área é tida como cheia de superstição, o mesmo ocorre com este triângulo marítimo. Navegar por suas águas ou passar de avião por cima delas seria um perigo iminente. Há diversos mitos que giram em torno do desaparecimento de barcos, navios e aparecimento, inclusive, de óvnis.

Entretanto, nem o Triângulo das Bermudas nem o mar do Diabo estão localizados na faixa chamada de linha agônica – onde há um norte magnético que se iguala ao norte geográfico, o que provocaria uma atração e motivação para desaparecimentos constantes. A declinação magnética na área onde se localiza o mar do Diabo não passa de 6º.

Cientificamente, não há nenhum indício de que a região seja “assombrada”. Mas é possível explicar a manutenção dos diversos mitos. Eles se devem, basicamente, por conta da publicação de um romance do escritor Charles Berlitz – “O triângulo do dragão”, de 1989, que conta que o Triângulo do Dragão, é uma área de águas perigosas no Japão. No livro, o escritor ainda afirma que entre os anos de 1952 a 1954, o Japão teria perdido mais de cinco embarcações com mais de 700 pessoas. Charles Berlitz motivou o governo japonês a criar uma expedição com mais de 100 cientistas para investigar o caso. Nada foi comprovado.