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Debret Representante do Romantismo na Pintura

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Jean-Baptiste Debret ou De Bret, é um dos grandes pintores da história universal da pintura, bem como um grande representante nas artes plásticas dentro do movimento do romantismo. Debret é conhecido por suas pinturas e retratações realizadas em expedições de viagens, e reconhecimento às novas terras não tão recém descobertas, mas que estavam muitas vezes em processos de reconhecimento. Também deixou diverso materiais que serviram de base para a construção do imaginário europeu em relação aos países mais tropicais, tidos como exóticos. Nestes termos, temos o Brasil, como um grande objeto de estudo do pintou que retratou o país de forma bem diferente do que realmente poderia ter sido.

Para se entender melhor a arte de Debret é fundamental saber o que foi a proposta do romantismo como um todo. De forma bem didática, pode-se dizer que romantismo é a conceituação vista e disseminada na própria Revolução Francesa. Impregnados pela filosofia Iluminista de que o homem precisa de igualdade, liberdade e fraternidade, a burguesia chega ao poder e se coloca como classe social dominante, ao passo que outra, claramente surgida das necessidades industriais também se fixa – o proletariado, que mais tarde, irá questionar todas as pressuposições que foram largamente difundidas pelos românticos.

Isto forçou uma fase estética dentro da própria fase – o nacionalismo – que visava justamente a construção de um instinto de nacionalidade. Com a disseminação das teorias do bom selvagem de Jean Jacques Rousseau, os pintores investiam profundamente em caravanas que saiam em grandes expedições para exploração, sempre com o intuito inicial de retratar a partir da forma do homem natural.

Debret integrou a comitiva da Missão Artística Francesa que fundou no Rio de Janeiro o primeiro liceu de artes e ofícios, e que viria mais tarde se tornar a Academia Imperial de Belas Artes. Debret, que passou certo tempo em terras brasileiras, chegou a lecionar técnicas de pintura na Academia Real. Gostava de pintar a natureza, o homem e a sociedade dentro sempre das premissas em vigor do romantismo.

É de Debret as bases geométricas que serviram para composição da Bandeira Republicana datada de 1889.

Mas, em 1831, depois de passar certo tempo no país, decidiu retornar à França, alegando problemas sérios de saúde. Entretanto, os especialistas em Debret pontuam que talvez esse não tenha sido o motivo real de sua partida. Antes de partir, publica Viagem Pitoresca ao Brasil e  Histórica do Brasil, onde deixa todas as suas impressões sobre as artes e as vivências na terra ‘exótica’.